sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

No Palácio do Rei Árabe

Estive com alguém com quem não estava há algum tempo.
Combinámos encontrar-nos para conversar e relaxar um bocadinho como fazíamos antigamente quando ainda tínhamos oportunidade e as tarefas nos permitiam. 
E assim fizemos. Fomos a um lugar lindíssimo, que mais parece um Palácio de um Rei - é enorme, cheio de pedra mármore e vidros brilhantes, espelhos, pilares trabalhados, mesas e cadeiras sem fim... e por sorte, não havia ninguém quando entrámos. Era tudo nosso. Tem um ar árabe que me agradou muito por gostar de coisas relacionadas com o Médio Oriente e quando lá vou parece que estou noutro país.

Conversámos quase tudo o que vivemos nestes meses todos de ausência, como se nos tivessemos visto ontem. O bom e o mau, sem tabus. E ali não houve ninguém a cobrar nada, nem sentimentos de culpa, nem meias verdades, nem futilidades. Ninguém precisou de ralhetes nem de insinuações. Tudo limpo, tudo puro, tudo certo. Respeito.
Saí de coração cheio porque tudo fez sentido. Matei saudades e vi que o tempo nos melhorou muito. Não me interessa que estejam comigo apenas para me dizerem coisas boas e agradáveis. Eu estou aqui para os turbilhões da vida dos outros, sem problema. Já descobri que essa é uma das minhas funções e espero cumpri-la bem. Não me interessam apenas os brilhos do mármore, eu quero saber a verdade, mesmo que não seja brilhante e ter onde confiar o meu lado mais obscuro. 
Ter onde pousar sem me queimar. Poder ser e ter um pilar. E só preciso de uma coisa - Respeito. 

A essa pessoa eu agradeço o muito tempo que me dispensou e tudo o que me tem dado sem eu pedir. Foi tão importante o tempo que estive com ela que me fez querer escrever. E hoje eu posso dizer com toda a confiança:

"Quando fracassares não te esqueças que eu estou cá para ti."